Resumo de Integração metabólica da disciplina Bioquímica, com o que mais cai na prova, questões comentadas e flashcards.
O que mais cai na prova
O fígado é o único órgão capaz de liberar glicose livre na circulação, pois possui glicose-6-fosfatase.
O ciclo de Cori recicla lactato muscular em glicose hepática; o ciclo da alanina transporta nitrogênio do músculo ao fígado.
Insulina predomina no estado alimentado (anabolismo); glucagon e adrenalina predominam no jejum (catabolismo e mobilização de substratos).
No jejum prolongado, o cérebro passa a utilizar corpos cetônicos produzidos pelo fígado, poupando proteína muscular.
Hemácias dependem exclusivamente de glicólise anaeróbica por não terem mitocôndrias, gerando lactato constantemente.
Resumo
O que é Integração Metabólica
Integração metabólica é o estudo de como fígado, músculo, tecido adiposo, cérebro e hemácias trocam metabólitos entre si para manter a glicemia e suprir energia conforme o estado nutricional (alimentado, jejum curto, jejum prolongado) e a demanda (repouso vs exercício). Cada tecido tem um papel metabólico específico, e a comunicação entre eles é feita por metabólitos circulantes e por hormônios.
Papel dos principais tecidos
Fígado: é o grande regulador da glicemia. Capta e libera glicose, faz glicogênese/glicogenólise, gliconeogênese, síntese de corpos cetônicos e de lipoproteínas (VLDL); recebe lactato, glicerol e aminoácidos de outros tecidos como precursores gliconeogênicos.
Músculo esquelético: grande consumidor de glicose e ácidos graxos; estoca glicogênio próprio (não libera glicose livre por falta de glicose-6-fosfatase); em exercício intenso gera lactato e libera alanina.
Tecido adiposo: armazena triacilgliceróis; em jejum libera ácidos graxos livres e glicerol via lipólise (estimulada por glucagon/adrenalina, inibida por insulina).
Cérebro: depende quase exclusivamente de glicose em condições normais; no jejum prolongado adapta-se a usar corpos cetônicos como fonte alternativa, poupando proteína muscular.
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Questões comentadas
Questão 1
Durante exercício físico intenso, o lactato produzido pelo músculo esquelético é convertido novamente em glicose principalmente em qual órgão, e por meio de qual via?
A) Fígado, por gliconeogênese
B) Músculo esquelético, por glicogênese
C) Tecido adiposo, por lipogênese
D) Cérebro, por glicólise
E) Rim, por glicogenólise
Ver resposta e explicação
Resposta: A) Fígado, por gliconeogênese
O lactato é transportado ao fígado, onde a gliconeogênese o reconverte em glicose (ciclo de Cori); o músculo não realiza gliconeogênese significativa, e as demais opções não correspondem ao destino metabólico do lactato.
Questão 2
No ciclo da glicose-alanina, qual é a principal função biológica desse processo?
A) Armazenar glicose no músculo sob forma de glicogênio
B) Produzir corpos cetônicos a partir de aminoácidos
C) Transportar nitrogênio do músculo para o fígado permitindo síntese de ureia e gliconeogênese
D) Sintetizar triacilgliceróis no tecido adiposo
E) Oxidar ácidos graxos no músculo esquelético
Ver resposta e explicação
Resposta: C) Transportar nitrogênio do músculo para o fígado permitindo síntese de ureia e gliconeogênese
A alanina carreia o grupamento amino do músculo ao fígado, onde é desaminada para formar ureia e o piruvato resultante é usado em gliconeogênese; as outras opções descrevem processos não relacionados a esse ciclo.
Flashcards para revisar
Por que apenas o fígado (e rins, em menor grau) pode liberar glicose livre no sangue?
Porque possuem a enzima glicose-6-fosfatase, que converte glicose-6-fosfato em glicose livre; o músculo não tem essa enzima.
O que é o ciclo de Cori?
É a reciclagem do lactato produzido pelo músculo (ou hemácias) no fígado, onde é convertido de volta em glicose via gliconeogênese.
Qual a função do ciclo da glicose-alanina?
Transportar o grupo amino dos aminoácidos musculares até o fígado na forma de alanina, permitindo gliconeogênese e excreção de nitrogênio como ureia.
Material de estudo gerado com apoio de inteligência artificial e em revisão pela equipe da Auliva. Confira condutas clínicas com seus professores e protocolos oficiais.